Exigida a participação do presidente Fujimori
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quinta-feira, 19 de dezembro de 1996
France Presse 
LIMA - O camarada Evaristo, líder do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), que terça-feira à noite assaltou a residência do embaixador do Japão em Lima, exigiu ontem à tarde a presença urgente do presidente peruano Alberto Fujimori na sede diplomática para realizar negociações.
Que não demore a chegar (o presidente) porque do contrário esta noite começaremos a matar os reféns e vamos começar com algum diplomata de origem japonesa, disse o guerrilheiro, afirmando que ele é o chefe do comando guerrilheiro que executou a ação armada.
Mediador O governo do presidente Alberto Fujumori, depois de duas reuniões do Conselho de ministros peruano, nomeou ontem o ministro da Educação, Domingo Palermo, como mediador para negociar com o comando do MRTA.
Em suas primeiras declarações como mediador, o ministro pediu aos cidadãos a tranquilidade para poder dialogar com os guerrilheiros.
Ameaça não foi cumprida Após o meio-dia de ontem, hora local, e em seguida a uma declaração à rádio local feita por um líder do grupo guerrilheiro que ocupou a residência do embaixador do Japão em Lima, nada levava a crer que o ultimato dado pelo MRTA tenha sido cumprido, segundo a polícia.
O MRTA havia advertido que se até às 12 horas as forças policiais não se retirassem da frente da casa do embaixador japonês, seria morto um dos reféns.
Viaturas da polícia se posicionavam a não menos de 100 metros do local.
Na casa do embaixador do Japão no Peru há 490 pessoas, entre cidadãos e autoridades peruanas, funcionários e diplomatas, destacaram os reféns.
Exigências Os guerrilheiros do MRTA anunciaram ontem suas condições para a libertação dos reféns, incluídos 18 embaixadores e três ministros peruanos. Num comunicado à imprensa, os guerrilheiros exigiram a libertação dos cerca de 400 presos do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA-guevarista). Eles querem que o governo garanta a transferência dos presos juntamente com eles próprios e algumas personalidades sequestradas até a selva central peruana, em áreas que dizem controlar.


