Damasco - O Exército sírio matou ontem pelo menos 23 civis, 17 deles na cidade de Deraa (sul), ao mesmo tempo que aumenta a indignação pelo massacre no vilarejo de Al-Kubeir.
Os observadores da ONU que visitaram Al Kubeir, perto da cidade de Hama, afirmaram ter visto manchas de sangue nas paredes e que sentiram um ''forte cheiro de carne queimada'', o que levou os países ocidentais a pedir novas sanções contra o governo sírio.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), nove mulheres e três crianças estão entre as 17 vítimas de um bombardeio a uma zona residencial de Deraa.
Dezenas de pessoas ficaram feridas, algumas delas em estado grave, em uma cidade considerada o berço dos protestos contra o presidente Bashar al-Assad, também de acordo com o OSDH.
Em Nova York, diplomatas informaram que representantes da Grã-Bretanha, França e Estados Unidos trabalhavam no texto de um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU para propor a adoção de sanções contra a Síria.
Vinte observadores da ONU receberam autorização para entrar na sexta-feira em Al-Kubeir, um dia depois de um ataque a tiros contra o comboio das Nações Unidas.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou ao Conselho de Segurança que, de acordo com evidências preliminares, tropas governamentais cercaram Al-Kubeir e permitiram a entrada de milícias que mataram civis de forma ''bárbara''.
O governo sírio negou qualquer responsabilidade no episódio e atribuiu o massacre a ''terroristas'' apoiados por forças do exterior.
Na sexta-feira, a violência deixou 68 mortos em todo o país, incluindo 36 civis, segundo o OSDH. Mais de 13.500 pessoas foram assassinadas desde o início da revolta popular há 15 meses.

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