Beirute - As forças do regime de Bashar al-Assad iniciaram ontem o bombardeio de preparação para a ofensiva que pretende recuperar as áreas em poder dos rebeldes em Aleppo, segunda maior cidade do país e posição estratégica no conflito, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
As forças mobilizadas para a ação, posicionadas há vários dias nos arredores da metrópole, seguem para o bairro de Salahedin, onde estão a maioria dos rebeldes. ''Podemos dizer que a ofensiva começou'', declarou à AFP Rami Abdel Rahman, presidente do OSDH. ''Os combates mais violentos desde o início da rebelião acontecem em vários bairros'', completou.
A ofensiva teve início mais de uma semana depois da abertura da nova frente, em 20 de julho, depois que o Exército recuperou o centro de Damasco, onde também foram registrados violentos combates nos bairros hostis ao presidente Bashar al-Assad.
Vários países ocidentais manifestaram preocupação ante a perspectiva de um ataque contra os rebeldes. O governo dos Estados Unidos advertiu sobre o perigo de um ''massacre'' e condenou a ''odiosa agressão das forças de Assad''.
Segundo analistas, a batalha é extremamente importante para as duas partes. De um lado, o regime espera que seus aliados, os ricos comerciantes de Aleppo, financiem parte do esforço bélico. Os rebeldes aspiram criar uma zona de proteção, como os insurgentes líbios fizeram em Benghazi.
Em toda a Síria, a repressão e os combates deixaram 13 mortos ontem. Na sexta-feira, o balanço superou 150 mortos, segundo o OSDH. Desde o início da revolta em março de 2011, mais de 19 mil pessoas morreram, segundo o OSDH.

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