Bangcoc - A Tailândia ordenou ontem a seu exército que sacrifique todos os frangos do país para sufocar a epidemia de gripe de frango que se estende pela Ásia, enquanto a China, como medida de precaução, decretou a suspensão das importações de produtos avícolas tailandeses.
Devido às dimensões da epidemia, Bangcoc sediará na próxima quarta-feira uma reunião internacional para fazer frente à crise.
O primeiro-ministro tailandês, Thaksin Shinawatra, viajou à região mais afetada de seu país para reunir-se com os camponeses, privados repentinamente de sua fonte de renda. Thaksin disse que o governo examinará amanhã a possibilidade de ajudar economicamente os criadores.
Quinhentos soldados tailandeses receberam ordem de juntar-se aos 150 militares que já estavam operando na província de Suphan Buri (centro), a mais afetada. Devem ajudar a eliminar centenas de milhares de aves, que se somarão aos sete milhões de frangos já sacrificados, informou o exército.
Thaksin foi acusado de esconder a epidemia da gripe do frango na Tailândia para proteger uma indústria de 1,2 bilhão de dólares anuais. Durante semanas, seu governo afirmou que milhões de frangos tinham morrido de bronquite ou de cólera. Mas as autoridades de Bangcoc acabaram admitindo na semana passada que a Tailândia também estava afetada pela enfermidade.
As autoridades sanitárias internacionais temem que o vírus H5N1 da gripe do frango se combine com o da gripe comum, o que desencadearia uma epidemia devastadora para as populações humanas.
Os outros países da região afetadas pela epidemia Camboja, Japão, Coréia do Sul, Taiwan e Vietnã foram convidadas a uma conferência ministerial na quarta-feira em Bangcoc, informou o ministro tailandês de Relações Exteriores, Surakiart Sathirathai.
Para proteger-se da epidemia regional da gripe do frango, a China proibiu ontem as importações de produtos avícolas da Tailândia e do Camboja, informou a agência Nova China.
Todos os países convidados confirmaram participação na reunião, com exceção de Taiwan e Coréia do Sul. Também estarão presentes representantes da China, UE, Hong Kong, Cingapura, Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), indicou o ministro.

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