France Presse
De Moscou
Os bombardeios russos contra a Chechênia (Cáucaso russo) continuaram neste sábado, causando vítimas entre os civis, enquanto o exército desmentia qualquer ingerência com o Kremlin sobre a continuação da operação militar.
O número de refugiados chega a 200 mil, segundo Moscou, dos quais apenas um em cada dez pôde ser acolhido em um acampamento.
O ministro de Situações de Emergência, Serguei Choigu, de volta de uma viagem ao local, afirmou este sábado que ‘‘15,5 mil pessoas estavam atualmente nos campos de refugiados’’.
Os outros refugiados foram acolhidos pelos moradores ou vivem em condições de total precariedade.
Os mais altos funcionários militares tiveram uma reação muito forte ontem ante as informações publicadas na véspera pelo jornal ‘‘Moskovski Komsomolets’’, que afirmava que vários generais haviam ameaçado apresentar sua renúncia caso o Kremlin empreendesse negociações com o poder separatista checheno.
Outros jornais reforçaram ontem que o presidente russo Boris Yeltsin poderia decidir em breve interromper a operação militar na Chechênia e destituir o primeiro-ministro, Vladimir Putin.
Fontes russas e chechenas destacaram que os bombardeios russos nas imediações de Grozny e em várias cidades vizinhas, continuavam neste sábado causando pelo menos onze mortos, segundo Grozny.
A opressão russa é a ‘‘principal representante’’ pelo terrorismo no Cáucaso, afirmou o presidente tcheco Vaclav Havel, comentando a intervenção das forças armadas russas na Chechênia, em uma entrevista concecida à revista alem㠑‘Der Spiegel’’. Para Havel, a ‘‘opressão russa que é exercida há anos é a principal representante do fundamentalismo e do terrorismo no Cáucaso’’.

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