Exército reprime manifestantes na Síria
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sexta-feira, 05 de agosto de 2011
Folhapress 
São Paulo - Forças de segurança do regime sírio atiraram ontem contra opositores para conter manifestação que reuniu milhares de pessoas por todo o país, pedindo a saída do ditador Bashar Assad e repudiando a repressão militar em Hama.
Ao menos quatro pessoas morreram, de acordo com o ativista de direitos humanos Mustafa Osso e um comitê local que acompanha os protestos. A cidade síria é alvo de ataques das forças de Assad desde domingo, quando soldados e tanques do ditador invadiram a região e atiraram contra civis.
Ativistas afirmam que ao menos 140 pessoas morreram apenas no primeiro dia. O regime cortou o fornecimento de energia elétrica, as linhas telefônicas e o acesso à internet, isolando a população.
Dezenas de milhares de pessoas marcharam em toda a Síria na primeira sexta-feira do mês de jejum muçulmano, o Ramadã, em desafio à repressão de Assad contra a revolta popular.
Segundo ativistas, as manifestações irromperam na província tribal de Deur al-Zor no leste do país, onde tanques estavam reunidos nos portões da capital provincial, na planície de Hauran, na cidade central de Homs e nos arredores rurais, na cidade costeira de Jableh, em Qamishli e em diversos distritos da capital Damasco.
As forças armadas dispararam com munição real e usaram gás lacrimogêneo em diversas cidades, de acordo com ativistas. Segundo ela, o Exército sírio está restaurando ''a segurança e a estabilidade'' na cidade, após ter sido ''tomada por terroristas''.


