Exército marca presença no poder em Cuba
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
France Presse 
Havana- O exército cubano reforçou significativamente sua presença na nova equipe no poder em Cuba, dirigida oficialmente desde domingo por Raúl Castro. O braço direito do irmão de Fidel Castro, Julio Casas, sucedeu domingo a seu líder no comando do poderoso ''Minfar'', o ministério das Forças Armadas Revolucionárias (FAR).
General de três estrelas e membro do escritório político do PC cubano, Julio Casas, 72 anos, ex-guerrilheiro com Fidel e Raúl Castro na Sierra Maestra antes da tomada de poder em 1959, também foi promovido à vice-presidência do Conselho de Estado - o Poder Executivo -ao lado de outros quatro vice-presidentes, entre eles dois ''históricos'': Juan Almeida e Abelardo Colomé.
Domingo, Raúl Castro disse que não se lembra de ter criticado Casas, agora o número dois das FAR, uma única vez nos 50 últimos anos, exceto para chamá-lo de ser ''pão-duro''.
A criação, no início dos anos 90, da ''corporação estatal'' Gaviota, encarregada de supervisionar o turismo na ilha caribenha, permitiu a Casas arrecadar fundos para as FAR.
Assim, o general Casas transformou as FAR em um ''laboratório'' de política econômica mantendo uma indústria militar ativa. Ele repetiu a fórmula nos principais setores do país como o açúcar, as comunicações e os transportes, três ministérios cruciais comandados por generais.
A Igreja Católica cubana afirmou esperar que o novo Conselho de Estado (Executivo) cubano e seu presidente, Raúl Castro, adotem ''medidas transcendentais'' para satisfazer as inquietações do povo cubano. Em comunicado divulgado em Havana, a Conferência de Bispos Católicos de Cuba anunciou que está rezando para que a Assembléia Nacional, o Conselho de Estado e seu presidente levem adiante ''com decisão essas medidas transcendentais, que sabemos que devem ser progressivas''.


