Belém, Cisjordânia - O exército israelense voltou a ocupar Belém ontem em resposta ao atentado suicida da véspera, que deixou 11 mortos, além do homem-bomba, e 50 feridos. Os militares israelenses ocuparam também as localidades de Tubas e Jenin (Norte da Cisjordânia). Durante as operações, um menino de 12 anos morreu e, na Faixa de Gaza, o exército matou um policial palestino e prendeu um soldado em uma emboscada.
A operação do exército israelense em Belém, chamada ''Reação em cadeia'', mobilizou forças da infantaria e blindados. O exército decretou toque de recolher na zona reocupada e assumiu posição ante a Basílica da Natividade, para impedir que militantes palestinos se refugiassem no local, como aconteceu em abril passado e resultou em um cerco de 37 dias.
Vinte pessoas foram presas em Belém durante a noite de anteontem, entre elas uma menor de 17 anos, que pretendia realizar um atentado, indicou uma fonte da segurança palestina. Durante esta operação, um porta-voz militar israelense anunciou a prisão de sete palestinos suspeitos de envolvimento em ataques antiisraelenses.
O exército israelense obteve anteontem à noite autorização do primeiro-ministro Ariel Sharon e de seu ministro da Defesa, Shaul Mofaz, para lançar a operação em Belém, pois, segundo a polícia, o autor do atentado vivia na região. O exército havia se retirado de Belém em agosto passado, depois de um acordo concluído com o ex-ministro da Defesa (trabalhista), Binyamin Ben Eliezer.
As forças militares também entraram na cidade autônoma de Jenin e em seu campo de refugiados, numa operação que resultou em troca de tiros entre militantes palestinos e soldados. Desde o início da nova Intifada, em setembro de 2000, 2.711 pessoas morreram, sendo 1.990 palestinas e 672 israelenses.

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