Exército israelense anuncia fim das operações em Rafah
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segunda-feira, 24 de maio de 2004
France Presse 
Rafah - O exército israelense confirmou na noite de ontem o fim das operações militares iniciadas há sete dias em Rafah, sul da Faixa de Gaza, onde morreram 43 palestinos. Dezenas de casas foram demolidas nos últimos dias na região, enquanto que milhares de pessoas foram às ruas para enterrar 16 vítimas da operação israelense.
''A operação 'Arco-Íris' foi concluída à noite'', declarou um porta-voz do exército israelense, o capitão Jacob Dalal, acrescentando que, ''durante esta operação, três túneis utilizados para o contrabando de armas entre o Egito e a Faixa de Gaza foram localizados e destruídos, tendo também sido demolidas 56 casas''.
''A operação 'Arco-Íris' foi concluída, mas as operações que têm como objetivo pôr fim ao contrabando de armas prosseguirão'', acrescentou. Pouco antes, um correspondente da AFP constatou o fim das operações israelenses no setor Brasil em Rafah, e a retirada dos tanques que operavam no local.
As tropas israelenses já haviam se retirado na noite de domingo do bairro de Tal ao Sultan, palco dos combates mais intensos da operação em Rafah. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) anunciou ontem que entregou 86 casas a refugiados palestinos de Rafah e Khan Yunes que tiveram as moradias destruídas pelo exército.
Na manhã de ontem, milhares de palestinos se manifestaram no centro de Rafah, enquanto os corpos das 16 vítimas eram transferidos em ambulância à mesquita de Al Awda, no centro da cidade, antes de entregues às famílias, no setor de Tal al Sultan.
Mais de 10 mil palestinos participaram dos funerais, clamando por vingança. Quarenta e três palestinos morreram e dezenas de casas foram destruídas durante a operação israelense, com o objetivo alegado era encontrar e destruir os túneis utilizados para o contrabando de armas entre o Egito e a Faixa de Gaza.
De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, UNRWA, foram demolidas na Faixa de Gaza desde o início da segunda Intifada até o dia 10 de maio de 2004 antes da operação ''Arco-Íris'', 1.309 casas, onde moravam 18.300 palestinos. Na Cisjordânia, um jovem palestino morreu ontem em confrontos com soldados no campo de refugiados de Balata, em Nablus.


