JerusalémA polícia israelense conseguiu impedir ontem um ataque da resistência palestina ao detectar um carro-bomba com 600 quilos de dinamite em Pardes Jana, no norte de Israel, informaram fontes dessa instituição. Os explosivos estavam conectados em dois botijões de gás e um telefone celular, disse o comandante da polícia no norte de Israel, Yacov Borowsky.
O motorista do veículo, uma caminhonete, da mesma forma que o de outro que lhe ajudava, fugiram ao perceber que eram seguidos pelos agentes.
Caso o ataque tivesse acontecido, coincidiria com o começo do julgamento do deputado e líder da Al Fatah, Maruán Barguti, no tribunal do distrito de Tel Aviv, onde foi acusado de ser o responsável pelos ataques das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa.
O achado da caminhonete-bomba não tem precedentes desde que começou o levante ou ''intifada da mesquita de Al Aqsa'', que completa dois anos no dia 28 deste mês, contra a ocupação israelense na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
Fontes militares israelenses informaram que três palestinos foram presos no campo de refugiados de Balata, próximo a Nablus, quando presumivelmente sairiam para cometer ataques em território israelense na véspera da celebração do ano-novo judeu 5763, cujas festas começarão na noite de hoje.
Barguti contestaO deputado e líder do Al Fatah na Cisjordânia, Maruán Barguti, acusado por Israel de ser um dos principais líderes da Intifada, compareceu ontem ao Tribunal de Tel Aviv, mas disse ''não reconhecer'' os juízes. ''Quem deve estar no banco dos réus é o Governo de Israel e não eu'', disse Barguti ao tribunal em uma audiência que durou aproximadamente duas horas.

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