Exército francês não será usado na Costa do Marfim
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quarta-feira, 05 de janeiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, refutou qualquer movimento do seu governo no sentido de usar as Forças Armadas na Costa do Marfim. Para Sarkozy, o imbróglio político é um ''assunto interno'' marfinense. ''Nossos soldados, os soldados franceses, não têm vocação para se intrometerem nos assuntos internos da Costa do Marfim'', afirmou.
Quanto ao vencedor das eleições presidenciais no país africano, motivo de atrito entre Laurent Gbagbo, atual presidente, e Alassane Ouattara, Sarkozy pediu às autoridades locais que ''respeitem a opção do povo''. ''O presidente da Costa do Marfim se chama Alassane Ouattara e foi eleito pelos marfinenses'', analisou.
As conversas entre líderes africanos e o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, fracassaram na tentativa de resolver uma disputa eleitoral. Por essa razão, a força é a única opção que resta para removê-lo do poder, disse ontem um porta-voz do líder oposicionista Alassane Ouattara.
Dirigentes de países africanos encerraram na segunda-feira reuniões na Costa do Marfim com o objetivo de convencer Gbagbo a entregar o poder a Ouattara, que é amplamente reconhecido como o vencedor da eleição presidencial de 28 de novembro.
Rebeldes que ainda controlam o norte do país apoiam Ouattara. A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental alertou antes das reuniões que está preparada para usar ''força legítima'' para destituir Gbagbo se ele não deixar o poder.


