Exército exige desocupação da Praça Tahir
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O Exército do Egito deu um ultimato ontem para que dezenas de manifestantes que continuam na Praça Tahrir, local que foi o epicentro do movimento que acarretou a renúncia do ex-ditador do país, Hosni Mubarak, deixem o local para que a vida na capital egípcia voltem ao normal ou poderão ser presos.
No domingo, soldados entraram em confronto com manifestantes enquanto tentavam fazer com que o tráfego voltasse a fluir pela praça, localizada no Centro do Cairo. Algumas pessoas insistiram em ficar, determinados a esperar ali até que suas demandas - de governo civil e um sistema livre e democrático - sejam atendidas.
Os policiais militares cercaram os manifestantes, agora apenas cerca de 40. Ativistas disseram que dois deles haviam sido presos. Ontem o tráfego de veículos fluía com poucos obstáculos na área, onde nas últimas semanas se concentraram milhares de manifestantes que derrubaram na sexta-feira o presidente Hosni Mubarak.
A maioria das faixas contrárias ao ex-ditador foram removidas da praça, mas fotos de jovens egípcios mortos durante os protestos e chamados de ''mártires da revolução'' continuam penduradas nos postos de iluminação pública.
Líderes das manifestações afirmaram que os egípcios irão protestar nas ruas de novo se suas demandas não forem atendidas. Eles planejam uma grande ''Marcha da Vitória'' para a próxima sexta-feira para celebrar a revolução, e talvez até lembrar os militares do poder das ruas.
O Conselho Supremo das Forças Armadas estão afirmando seu comando do país após a queda de Mubarak. No domingo, o conselho atendeu às três principais demandas dos manifestantes da oposição ao anunciar a dissolução do Parlamento, a suspensão da Constituição e determinou que o período de transição política até a formação de um poder civil se prolongará por seis meses ou até que eleições presidencial e parlamentar.


