Todas as guarnições do Exército ao longo da fronteira entre o Brasil e Colômbia terão um efetivo da Polícia Federal. A medida, que ainda está sendo discutida pelos setores de segurança do governo, é uma forma de fortalecer a região, por causa dos efeitos do Plano Colômbia, que começa a ser executado nos próximos dias pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro teme a entrada de grupos guerrilheiros e um avanço do narcotráfico na Amazônia, com a ação dos americanos.
A PF pretende triplicar seu efetivo na Amazônia a partir do final deste mês, transferindo dezenas de agentes de outras partes do País. A intenção é ocupar toda a fronteira com a Colômbia, aproximadamente 1.500 quilômetros, juntamente com o Exército. O trabalho policial ficará a cargo da PF, que faria patrulha conjunta com os militares, que também darão apoio logístico. ‘‘Estamos discutindo a possibilidade de as Forças Armadas nos dar a infra-estrutura, ficando a parte policial por nossa conta’’, afirma uma fonte da cúpula da PF.
Além de utilizar as guarnições do Exército, a PF está montando núcleos regionais de inteligência ao longo da fronteira para poder identificar em tempo hábil a entrada de guerrilheiros ou o aumento do narcotráfico. ‘‘Esta é uma questão essencial para evitarmos o pior’’, acrescenta a fonte da PF.
Apesar de estar se movimentando para reforçar a presença policial na fronteira, o governo federal ainda não havia liberado recursos para a PF, até o final da tarde de ontem, como estava sendo esperado. Os recursos serão utilizados de imediato na compra de um helicóptero e um avião que ficarão em Tabatinga, no Amazonas, na fronteira com Letícia, na Colômbia. (A.E.)

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