Balad, Iraque - O Exército americano realiza uma operação de grande porte para tentar acabar com a guerrilha que ataca diariamente o norte e oeste de Bagdá, regiões su© nitas cuja população manifesta aos poucos sua simpatia pelo regime derrubado de Saddam Hussein.
A ''Operação Península'', começada no fim de semana passado no triângulo sunita, que inclui as cidades que se encontram nas proximidades do Tigre, ao Norte de Bagdá, e mais o Oeste em direção a fronteira com a Síria, deixou dezenas de mortos, segundo os americanos.
Na sexta-feira, 27 iraquianos morreram a 20 km ao Sul de Balad. ''Um grupo de atacantes'' disparou foguetes contra tanques de assaltos da quarta divisão de infantaria americana, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).
''Os tanques responderam aos disparos, matando quatro dos atacantes e obrigando os outros a fugir. Tanques de assalto e veículos de combate Bradley, apoiados por helicópteros Apache AH-64, continuaram a perseguir os inimigos e mataram outros 23 atacantes'', acrescentou o Centcom.
Os movimentos das tropas são observados nesta região, sobrevoada permanentemente por helicópteros americanos para apoiar os homens em ação. Cerca de 10 km mais ao Norte, em Dhuluiya, outras quatro pessoas perderam a vida durante uma operação de quatro dias.
Em Mossul (norte), um soldado americano e três iraquianos ficaram feridos na sexta-feira em combates nas ruas no segundo dia de confrontos com ex-militares iraquianos que exigem o pagamento de seus salários, segundo o general americano Benjamin Freakley.
Assim como em Faluja, um reduto sunita conservador situado a 50 km ao Oeste de Bagdá, onde têm acontecido atos de violência antiamericanos e foram mortos em abril manifestantes iraquianos, o Exército americano é provocado cada vez mais por grupo armados, aparentemente leais a Saddam Hussein.
''Nós preferimos o regime de Saddam. A ocupação norte-americana nos prejudicou muito'', disse um habitante de Balad, seguido por um eco de declarações similares da multidão.
Em aberto contraste com a calma que reina nas atividades dos xiitas, maioria no Iraque, assim como em Najaf, sua principal lugar sagrado, onde o ex-ditador é odiado por tê-los ''oprimido'', muitos sunitas se sentem prejudicados da queda do regime, de cuja generosidade se beneficiaram.
O fim do Exército iraquiano, que tinha 400 mil homens antes da guerra, da polícia secreta e do Partido Baath, a substituição da cerimônia sunita pela xiita na televisão, as revistas das casas e inclusive das mesquitas incomodam profundamente esta comunidade.

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