Exército de Israel ocupa Jericó
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
France Presse 
Jerusalém Uma coluna militar israelense deu início a uma operação, na manhã de ontem, em Jericó (Cisjordânia), onde impôs toque de recolher, informou um correspondente da AFP no local. Composta por vinte veículos, a coluna militar anunciou com alto-falantes o toque de recolher e se instalou na rua Maghtas, nas proximidades de um campo de treino da Força 17, a guarda do presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat. Oito palestinos, membros das forças de segurança, foram detidos, segundo os moradores.
Jericó, nas proximidades do encontro do Jordão com o Mar Morto, era a única cidade autônoma da Cisjordânia que não tinha sido ocupada pelas tropas israelenses durante a ofensiva lançada no ano passado em resposta aos atentados palestinos contra Israel.
Na semana passada, durante um encontro com Mohamed Dahlan, o ministro palestino encarregado da Segurança, o ministro israelense da Defesa Shaul Mofaz tinha proposto que os palestinos assumissem a responsabilidade por Jericó e Qalqilya (noroeste da Cisjordânia) com a condição de que impedissem ataques contra Israel a partir destes setores.
Os palestinos pediram para assumir o controle da segurança em Hebron (sul) e em Ramallah, onde se encontra a sede da Autoridade Palestina na Cisjordânia.
Libertação Um primeiro grupo de vinte prisioneiros palestinos, de um total de 339, foi libertado hoje, às 11h30 GMT, no posto de Offer, perto de Betunia, na Cisjordânia, comprovou um jornalista da AFP.
Estes prisioneiros faziam parte de um grupo de 60 homens libertados das prisões em Israel e levados para o local em dois ônibus.
Explosão Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas na manhã de ontem na explosão de um veículo em Tel Aviv, afirmou a Polícia israelense, acrescentando que aparentemente foi um crime comum e não um atentado palestino.


