Exército de Israel fecha faixa de Gaza
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Adel Zaanoun<br>France Presse 
Gaza Logo depois que o premier Ariel Sharon prometeu deixar Gaza, o exército israelense bloqueou totalmente ontem a Faixa de Gaza, depois de um atentado suicida cometido por uma mãe de família de 22 anos, Reem Saleh Al Riyachi, ligada ao movimento palestino Hamas. Quatro israelenses morreram no ataque.
Um líder do Hamas, Mahmud Zahar, afirmou durante o enterro de Reem que se tratava da primeira mulher camicase do grupo radical, e que não será a última.
''O Hamas não se desviará do caminho da jihad, da resistência e da libertação, mesmo se isso pressupõe o sacrifício de nossos filhos e de nossas esposas'', avisou Zahar.
Centenas de pessoas assistiram ao funeral da mulher, que começou com uma oração tradicional, numa grande mesquita do centro de Gaza.
Um bloqueio foi imposto ''em toda a Faixa de Gaza'', informou um comunicado militar israelense, segundo o qual ''a passagem desde ou para Israel será autorizada apenas em casos humanitários'', em coordenação com os palestinos.
''Há um milhão de habitantes na Faixa de Gaza, e eles devem poder viver
normalmente. As mercadorias continuarão circulando nos dois sentidos através do terminal de Karni'', declarou na rádio o coronel Yoav Mordechai Poli, um dirigente israelense na Faixa de Gaza.
Trinta deputados da Faixa de Gaza não puderam participar em Ramallah (Cisjordânia) da votação do orçamento da Autoridade Palestina.
O exército israelense também conduziu uma operação perto da localidade de Deir Al-Bala, no centro da Faixa de Gaza, onde dinamitou parcialmente três casas, segundo uma fonte da segurança palestina.
Em Tulkarem (Cisjordânia), o exército demoliu as casas de dois ativistas. Os dois principais promotores palestinos dos protestos contra o muro de segurança construído por Israel na Cisjordânia, Ayed Ahmed Morrar e seu irmão Naim, foram capturados na aldeia de Budrus, perto de Ramallah.
Um tribunal militar israelense prolongou por um período indeterminado ontem a detenção do filho de Marwan Barghuthi, líder do Fatah na Cisjordânia.


