Exército cerca sequestradores
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sexta-feira, 05 de maio de 2000
France Presse De Jolo 
O exército filipino reforçou seu dispositivo militar ao redor dos extremistas muçulmanos que têm 21 pessoas em seu poder na ilha de Jolo (Sul das Filipinas), enquanto o encarregado por Manila de negociar a libertação dos reféns anuncia ter perdido o contato com os sequestradores. Qualquer intervenção imediata das forças de segurança foi descartada, segundo responsáveis da segurança.
As forças do governo estão perto dos lugares onde os prisioneiros se encontram, disse o coronel Candido Casimiro, chefe da polícia do arquipélago Sulu, onde fica a ilha de Jolo. O coronel confirmou que os guerrilheiros haviam se dividido em cinco unidades, mas que permaneciam bastante próximos e que a polícia sabia sua localização exata.
A área foi cercada, mas não com o objetivo de uma operação de socorro, e sim para impedir a chegada de ajuda aos militantes do Abu Sayyaf, explicou.
O coronel Ernesto de Guzman, chefe do Estado-Maior do Comando Sul, disse que os soldados haviam cercado o lugar onde os terroristas se encontram.
Nove malaios, três alemães, um casal de franceses, dois finlandeses, um casal de sul-africanos, uma libanesa e dois filipinos foram sequestrados por um comando do Abu Sayyaf no domingo de Páscoa, na ilha turística malásia de Sipadan.
Fontes militares afirmaram que os rebeldes mantêm os reféns em um grupo de casas na localidade de Talipao. Antes, eles estavam no Centro do povoado de Bandang (Sul de Talipao), mas agora se deslocaram para a periferia e poderiam misturar-se aos moradores que simpatizam com os rebeldes, segundo as fontes.
O negociador do governo filipino declarou ontem ter perdido o contato com os rebeldes muçulmanos. Meus enviados ainda estão procurando os sequestradores, pois, após os soldados os terem enfrentado, os rebeldes deixaram seu esconderijo, disse Nur Misuari.
Misuari pediu aos militares que os soldados não se aproximem dos rebeldes, porque isto poderia pôr em risco a vida dos reféns.


