Militares macedônios lançaram ontem ataques punitivos contra bastiões de rebeldes albaneses étnicos enquanto partidos políticos da Macedônia uniam forças para criar uma nova coalizão governista visando pôr fim à escalada de violência.
Numa frágil mostra de unidade nacional, líderes de partidos políticos-chave representado a maioria eslava e a minoria albanesa étnica concordaram em trabalhar em conjunto para desarmar as tensões no tumultuado país dos Bálcãs, onde albaneses étnicos reclamam amarguradamente de discriminação e de serem tratados como cidadãos de segunda categoria.
Mas um fundamental partido albanês étnico anunciou posteriormente que não iria participar da coalizão até que o Exército suspendesse sua ofensiva. E os insurgentes – furiosos com a recusa do governo em negociar com o Exército de Libertação Nacional (ELN) – emitiu uma ameaçadora advertência de que o banho de sangue vai continuar.
Cerca de 2.600 aterrorizados albaneses étnicos fugiram ontem para o vizinho Kosovo, abandonando casas que eles diziam terem sido destruídas pela ofensiva do Exército, que teve início há dez dias depois que oito de seus soldados foram mortos numa emboscada rebelde.
‘‘Qualquer governo formado... sem a participação do ELN só irá fazer com que mais sangue seja derramado’’, disse um líder rebelde conhecido como Comandante Sokoli – ou Falcão – à agência de notícias Kosovalive, em Kosovo. ‘‘Aqueles que começaram essa crise deveriam sentar e conversar.’’
O governo macedônio se recusa a conversar diretamente com os rebeldes, a quem considera terroristas, e tem tido o apoio do Ocidente em sua batalha para expulsar os insurgentes.
Ontem, os militares lançaram seu mais duro assalto em dias contra posições rebeldes, usando helicópteros de combate e artilharia pesada contra a pequena vila de Vaksince, cerca de 25 km ao norte da capital, Skopje.
O coronel Blagoje Markovski confirmou um segundo ataque militar, no final do dia, contra posições rebeldes nas montanhas ao norte de Tetovo, segunda maior cidade do país, onde ocorreram enfrentamentos no início deste ano. Segundo o coronel, rebeldes que plantavam minas na área atiraram contra as tropas, que responderam com fogo de artilharia e expulsaram os insurgentes.
Ainda de acordo com Markoviski, centenas de rebeldes estavam escondidos em Vaksince, e que ‘‘a operação irá continuar até que os terroristas sejam finalmente eliminados’’.

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