Exame para formados em Medicina divide classe
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A discussão sobre um exame para certificação de recém-formados em Medicina levantou polêmica entre os integrantes de fóruns e mesas-redondas no 47º Congresso Brasileito de Educação Médica (Cobem), que termina hoje em Curitiba. Cerca de 17 mil jovens ingressam na faculdade de Medicina todos os anos. Acho que um exame assim pode ter o mesmo efeito negativo que o vestibular teve para o Ensino Médio. Ao invés do estudante se preparar no final da faculdade para ser um bom profissional, irá para o cursinho se preparar para a prova, afirma Milton Martins, professor da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem). Segundo ele, a matéria tramita no Congresso Nacional.
Para Martins, assim como para a Abem, a melhor opção é melhorar a avaliação do aluno durante o curso e impedir o progresso daqueles que não se mantiverem nos padrões exigidos. A responsabilidade maior continuaria sendo da instituição de ensino. O Ministério da Educação terá que saber se a escola sabe ou não avaliar bem seus alunos. Isso já vem melhorando. Prova disso é a recomendação de fechamento de alguns cursos que não vêm tendo bons resultados nos exames do ministério, argumenta.
Favorável à avaliação, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) já aplica exame nesse sentido, mas facultativo. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou ainda não ter opinião formada sobre o assunto.


