Ex-torturadores serão extraditados
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sexta-feira, 25 de julho de 2003
Das agências 
Buenos Aires O governo argentino anulou ontem o decreto que proibia a extradição de argentinos, permitindo que militares suspeitos de tortura e assassinato durante o regime militar (1976-1983) sejam julgados no exterior. ''O presidente acabou de assinar o documento'', afirmou na tarde de ontem Alberto Fernández, chefe de gabinete de Néstor Kirchner.
A medida ocorre um dia após um juiz argentino ter ordenado a prisão de 45 autoridades militares, além de um civil, em cumprimento a um pedido da Justiça da Espanha que os acusa de assassinatos e torturas de cidadãos espanhóis durante a ditadura argentina.
Astiz detido O ex-comandante da Marinha Alfredo Astiz foi detido ontem num quartel da Marinha ao lado de outros oficiais solicitados para extradição pela justiça espanhola, informaram fontes judiciais.
Com a prisão do ex-capitão de fragata, já são 16 os detidos de uma lista de 46 repressores da ditadura militar com detenções ordenadas na quinta-feira pelo juiz argentino Rodolfo Canicoba Corral. Alfredo Astiz (50), conhecido como ''o anjo louro da morte'', é um símbolo dos grupos de militares que espalharam o terror em Buenos Aires.
Clima de calma O governo argentino assegurou ontem que existe, nas forças armadas, um clima de ''absoluta tranquilidade'', depois da ordem de detenção emitida pela justiça contra 45 militares envolvidos com a repressão, durante a ditadura. A Espanha pede a extradição deles.


