Trata-se de um conto de fadas dos dias modernos, completado com um final feliz: Simeão II, coroado rei da Bulgária durante a Segunda Guerra Mundial e obrigado a fugir do país aos 9 anos de idade, foi indicado ontem para o cargo de primeiro-ministro.
Simeão, cujo Movimento Nacional, de centro-direita, conquistou uma vitória esmagadora nas eleições de junho, transformando-se no primeiro monarca exilado a ter possibilidades concretas de retornar ao poder no leste da Europa, tentará formar um novo governo em 10 dias, anunciaram líderes do partido.
‘‘É com grande emoção, mas com meu típico senso de responsabilidade, e tendo em mente a confiança que os eleitores depositaram em mim, no dia 17 de junho, que eu aceito esse convite’’, disse Simeão, um parente distante da rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha.
Simeão, de 64 anos e pai de cinco filhos, retornou à Bulgária pela primeira vez em 1996. A escolha do nome do primeiro-ministro foi anunciada pelo líder do partido no Parlamento, Plamen Panayotov, após uma reunião com o presidente Petar Stoyanov. Suas promessas de ‘‘uma mudança rápida do nível de vida’’ e de uma ‘‘moralidade’’ na política ganharam a confiança do país com o índice oficial de desemprego superando os 18%.
Panayotov disse que a legenda havia aprovado por unanimidade a candidatura de Simeão para primeiro-ministro no final do mês passado.
Simeão tem declarado que a restauração da monarquia não está em seu programa de governo. Quando ele prestar juramento, durante a posse no cargo, terá que empenhar lealdade à constituição republicana da Bulgária.

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