O ex-rei búlgaro Simeão II, que recebeu ontem um mandato para formar o novo Governo do país, tentará acelerar as reformas e introduzir um estilo de tolerância para melhorar a vida de seus compatriotas.
‘‘Não sou um sonhador, mas não escondo que isto (ser primeiro-ministro) estava fora de tudo o que eu pensava. Dou graças a Deus’’, declarou ontem depois de receber do presidente Petar Stoianov o mandato de chefe do futuro governo.
Os búlgaros chamam Simeão II de ‘‘o rei’’ e até o presidente Petar Stoianov se dirigiu a ele como ‘‘vossa majestade’’, levando em conta o fato de que, expulso pelos comunistas em 1946, Simeão jamais abdicou.
O ex-soberano formou em abril passado, o Movimento Nacional Simeão II (MNS II), que conseguiu em junho a metade das cadeiras do Parlamento e desde então o presidente se dirige a ele como ‘‘Senhor de Saxônia-Coburgo-Gotha’’.
‘‘Cada um pode me chamar como quiser. Trabalhei toda minha vida em diferentes empresas e em nenhuma parte utilizei meu nome oficial porque pertence à história’’, declarou o antigo rei.
Simeão foi membro do conselho administrativo de várias companhias internacionais da área da eletrônica, hotelaria e agroalimentação.

mockup