Ex-refém das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a política franco-colombiana Ingrid Betancourt, resgatada em uma operação realizada pelo Exército colombiano, pediu que os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e Equador, Rafael Correa, restabeleçam vínculos com Bogotá em prol de novas libertações unilaterais da guerrilha.
  Betancourt também convidou os outros dirigentes políticos latino-americanos a se envolverem na solução do conflito interno que vive seu país. Ela apelou para a influência que vários presidente latino-americanos teriam sobre os comandantes das Farc para ‘‘que deixem o terrorismo de lado e empreendam o caminho da negociação’’.
  As afirmações de Betancourt foram feitas logo após o encontro com seus dois filhos, Melanie e Lorenzo Delloye, em um aeroporto militar na Colômbia. ‘‘Estou muito orgulhosa deles, que lutaram sozinhos e travaram uma batalha belíssima por minha liberdade’’, afirmou Betancourt, recordando que a última vez que os viu eles eram apenas crianças.
  Melanie e Lorenzo disseram que estão vivendo o melhor momento de sua vida. ‘‘Sempre tememos um resgate militar, pelos riscos, mas agora, que vivemos esta felicidade, queremos desfrutar dela e vamos continuar lutando pela liberdade dos outros reféns’’, disse Melanie. ‘‘Continuamos pensando nas famílias das pessoas que continuam seqüestradas. Não esquecemos delas e vamos continuar lutando por elas’’, acrescentou a filha.



Atualmente com 16 mil guerrilheiros, surgiram em 1964. Desde então, 45 mil colombianos morreram pelas mãos de seus integrantes. Só nos últimos cinco anos, mais de 5 mil pessoas foram assassinadas em 930 chacinas


Nos últimos 12 anos, cerca de 7 mil seqüestrados passaram pelos cativeiros das Farc. Estima-se que ainda haja mais de 700 reféns em poder dos guerrilheiros, que aguardam o pagamento de resgate em dinheiro

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