Ex-presidente foi envolvido em vários casos de corrupção
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quarta-feira, 04 de julho de 2001
France PresseDe Buenos Aires 
A presidência de Carlos Menem (1989-99) foi abalada quase que desde a posse por permanentes denúncias de corrupção. Menos de um ano depois de assumir, explodiu, em 1990, um escândalo relacionado à compra de guarda-pós escolares, adquiridos pelo Estado a preços muito superiores aos de mercado; foi envolvido o então ministro da Saúde e Ação Social, Eduardo Bauzá (depois secretário- geral da Presidência e chefe de Gabinete), muito ligado a Menem.
Em janeiro de 1991, foi a vez do Swiftgate um pedido de pagamento de suborno feito por integrantes do governo ao frigorífico americano Swift para continuar operando no país.
A denúncia foi feita pelo então embaixador americano Terence Todman. Renunciaram o ministro de Obras e Serviços Públicos, Roberto Dromi, e Emir Yoma, cunhado e assessor do presidente (agora preso, assim como Menem, por envolvimento no caso de contrabando de armas).
Simultaneamente, a irmã de Emir, Amira Yoma, secretária do presidente, se viu envolvida com a Justiça espanhola numa manobra de lavagem de dinheiro, tendo que deixar o cargo.
Pouco depois, Miguel Angel Vicco, secretário particular de Menem, se viu enleado numa venda ao Estado de leite não apto para o consumo, sendo processado em 1992.
No final desse ano, renunciou o ministro do Interior, José Luis Manzano, criticado por ações ilícitas, e a quem se atribui a frase Roubo para a coroa, que o jornalista Horacio Verbitsky aproveitou como título de um livro que virou best seller, chegando a vender 300.000 exemplares.
Em 1995, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, denunciou a existência de máfias no governo, mencionando o empresário Alfredo Yabrán, ligado a Menem, como chefão (Yabrán se suicidou em 1998).
As primeiras revelações sobre o escândalo da venda de armas, que resultaram no atual indiciamento de Menem, datam de 1995.


