O ex-presidente filipino Joseph Estrada pediu ontem um julgamento equitativo, livre de interferências políticas, ante as acusações de corrupção em massa contra ele, que podem resultar na pena capital. Um dia depois de recusar declarar-se culpado ou inocente da acusação de desvio do dinheiro público, Estrada disse em um comunicado: ‘‘Reconheço plenamente a jurisdição desta honorável corte’’.
O ex-ator de cinema de 64 anos permanece sob vigilância em um hospital militar de Manila. O tribunal anticorrupção de Sandiganbayan recusou seu pedido de prisão domiciliar.
‘‘Peço que me concedam os mesmos direitos garantidos pela Constituição’’, disse Estrada no comunicado.
‘‘Um homem é considerado inocente a menos que se prove o contrário. Exijo sobriedade e imparcialidade, que me concedam um julgamento justo, de acordo com a lei’’, insistiu.
Seus assessores disseram que o ex-chefe do Estado deve entregar esta mensagem no tribunal terça-feira, antes de apresentar suas alegações de defesa.
Os advogados de Estrada tentaram em vão impedir seu indiciamento, afirmando que a lei sob a qual foi acusado é inconstitucional.
Não foi foi apresentada nenhuma testemunha, mas os três juízes encarregados do caso se reunirão com os promotores e os advogados de Estrada no dia 3 de setembro para ‘‘uma conferência antes do julgamento’’.
Segundo a lei filipina, o crime de corrupção em massa é punido com a pena de morte, embora o governo da sucessora de Estrada, Gloria Arroyo, tenha informado que não haverá execução.

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