São Paulo - O tribunal do distrito de Pechora, na Ucrânia, retirou ontem a acusação contra o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma por seu suposto envolvimento no assassinato do repórter investigativo Gueorgui Gongadze, em 2000.
Atendendo a um recurso do ex-mandatário, a corte considerou que os promotores atuaram ilegalmente ao usar gravações de áudio como prova para acusar Kuchma, que foi chefe de Estado entre 1994 e 2005, de ter ordenado seus subordinados a assassinar o jornalista.
Em março, a promotoria acusou Kuchma de ''abuso de poder e de dar ordens ilegais a funcionários do Ministério do Interior que levaram ao assassinato do jornalista''.
Gongadze, redator-chefe do jornal eletrônico Ukraínskaya Pravda, desapareceu em 16 de setembro de 2000 e quase dois meses depois seu cadáver foi encontrado decapitado em um bosque nas proximidades de Kiev.

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