Ex-presidente condenado a 7 anos de prisão
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Marina Guimarães<br>Agência Estado 
Buenos Aires - A Justiça argentina condenou ontem o ex-presidente Carlos Menem a pena de sete anos de prisão pela coautoria de crime agravado de contrabando de armas à Croácia e ao Equador. Com 82 anos, Menem é atual senador do Partido Justicialista (PJ), pela província de La Rioja, e tem imunidade parlamentar. Para cumprir a pena em um presídio, o Senado teria que cassar a imunidade do senador. Além disso, a lei penal argentina prevê prisão domiciliar para pessoas maiores de 70 anos.
Nos últimos anos, Menem tem votado com o governo. Em algumas votações ele funcionou como um fiel da balança em favor da Casa Rosada. De um total de 72 senadores, a bancada governista detém 38 votos. A oposição defende a cassação de Menem e o governo, até o momento, não se manifestou sobre o assunto. Menem também ficou inabilitado para a função pública durante os próximos 14 anos e não poderá exercer atividades comerciais nos próximos três anos.
O ex-ministro de Defesa, Oscar Camilión, também foi condenado pelo mesmo delito e recebeu uma pena de cinco anos e seis meses de prisão. Menem governou o país entre 1989 a 1999, por dois mandatos consecutivos. A Argentina exportou, oficialmente, 6,5 mil toneladas de armamento para o Panamá e Venezuela, em 1991, durante o conflito armado entre a Croácia e a antiga Iugoslávia, e em 1995, quando o Equador enfrentava o Peru por um litígio sobre suas fronteiras.
As armas foram trianguladas para os dois países em conflito.
A Organização das Nações Unidas (ONU) havia embargado a venda de armas para a Croácia, e a Argentina era um dos países mediadores do conflito no Equador. Por esse motivo, o crime foi considerado agravado.
Menem e outros 17 acusados na causa tinham sido inocentados em julgamento em setembro de 2011 em uma instância inferior. Mas em março último, o tribunal de cassação penal reverteu esta decisão e condenou os envolvidos.


