Ex-premier Amato vai formar novo governo na Itália
Associated Press
De Roma
O presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi, encarregou ontem o socialista Giuliano Amato de formar o 58º governo italiano do pós-guerra. Ao fim de uma reunião de duas horas com Ciampi no Palácio do Quirinale (sede da presidência), Amato disse que aceitava a indicação presidencial. O novo gabinete terá um número bastante reduzido de ministros e secretários, acrescentou.
Amato consultará neste fim de semana os dirigentes da coalizão de centro-esquerda do ex-primeiro-ministro Massimo DAlema.
A frente governamental dispõe de escassa maioria na Câmara: 322 cadeiras 7 a mais do número exigido pelo regimento interno. Meu governo deverá chegar até o fim da legislatura (abril de 2001, mês em que serão realizadas as eleições gerais italianas), acrescentou o líder socialista que pretende também preparar o referendo de 21 de maio.
Os conservadores do Pólo da Liberdade, liderados pelo magnata Silvio Berlusconi, exigiam a antecipação das eleições gerais, classificando de ilegítimo qualquer governo que viesse a ser constituído com apoio do centro-esquerda.
Amato é apontado como um dos principais responsáveis pelo saneamento das finanças italianas. Quando ele ocupou o poder em 1992, impôs ao país uma política econômica de grande austeridade, com um corte de despesas de cerca de US$ 40 bilhões.





