Jerusalém, Israel - O ex-premiê israelense Ariel Sharon foi enterrado ontem no rancho de sua família ao sul de Israel. Uma das principais figuras políticas e militares do país, ele morreu no sábado, após oito anos em coma. Milhares de pessoas assistiram ao evento. Líderes internacionais, a exemplo do vice-presidente americano Joe Biden e do ex-premiê britânico Tony Blair, também compareceram ao funeral.
Sharon foi enterrado em meio a um forte aparato de segurança, com o deslocamento do sistema de defesa Domo de Ferro à região sul de Israel. Acusado pelo massacre de refugiados palestinos em Sabra e Shatila, no Líbano, em 1982, ele era um desafeto dos países árabes ao redor do Oriente Médio. Em Israel, Sharon é louvado como ousado líder militar, por seus sucessos em campanhas como a do deserto do Sinai. Ele foi, também, o responsável pela retirada dos assentamentos israelenses da faixa de Gaza, em manobra controversa entre o eleitorado colono - tendo como um de seus resultados o fortalecimento da facção palestina Hamas, que hoje controla esse estreito de terra.
Sharon foi elogiado, durante seu funeral, por figuras como Benny Gantz, líder das Forças de Defesa de Israel. Seus filhos também falaram em sua homenagem. Em meio à segurança durante o funeral, dois foguetes foram disparados da faixa de Gaza rumo a Israel. Ambos aterrissaram em campos abertos e não deixaram vítimas.

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