Ex-pajem diz que foi estuprado
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segunda-feira, 11 de novembro de 2002
France Presse 
Londres - Um ex-pajem da família real, George Smith, afirmou na edição de ontem do Mail on Sunday que foi estuprado por um colaborador próximo do príncipe Charles, e acusa a família real de ter acobertado o assunto. George Smith, de 42 anos, contou ainda que foi testemunha de um ''incidente'' entre um membro da família real e um criado do palácio no começo dos anos 90.
Smith falou pela primeira vez em 1996 sobre a violação para a princesa Diana, que gravou o testemunho. A gravação, que era conservada numa caixa com alguns dos papéis e lembranças mais preciosas da princesa, desapareceu.
''O príncipe (Charles) acobertou tudo o que se passou na época. Ele não queria que esse assunto viesse à tona'' na justiça, afirmou Smith no Mail on Sunday.
George Smith afirma que foi violado em 1989, depois de um almoço regado a muita bebida. O autor do crime é um homem que ainda é um dos membros mais apreciados do staff do príncipe Charles. O nome dessa pessoa não é mencionado pelo jornal por razões legais.
''Eu acordei e (...) estava totalmente envergonhado. Me sentia mal'', contou ao Mail on Sunday. ''Eu não sabia o que fazer nem a quem chamar. Não falei a ninguém sobre isso. Não podia contar a minha mulher'', disse o pajem, afirmando não ter nenhuma tendência homossexual.
Em 1995, por motivo de uma viagem do Príncipe Charles ao Egito, o mesmo homem teria violado Smith novamente.
O pajem, que esteve em serviço na Guerra das Malvinas num barco que foi bombardeado, sofreu depois de depressão e deixou o palácio, com uma indenização de 38.000 libras, comprometendo-se a não mencionar o assunto em público, segundo o jornal.
A polícia afirmou que houve uma investigação sobre o assunto no ano passado, mas a vítima não quis prestar queixa, e o caso foi abandonado. O gabinete do príncipe Charles no palácio de St James afirmou que nenhuma prova foi apresentada desde então.


