Patrizia Reggiani, ex-mulher do milionário italiano Maurizio Gucci, assassinado em Milão, admitiu ontem ter pagado 500 milhões de liras (285.000 dólares) aos executores do marido, embora não tenha encomendado o crime.
‘‘Paguei porque tinham feito uma coisa que eu queria’’, afirmou Reggiani ante a câmara de apelações de Milão (norte).
Na audiência de terça-feira, Reggiani, acusada de ter ordenado a morte de seu ex-marido, assassinado a tiros dia 27 de março de 1995, afirmou que tinha uma idéia fixa: encontrar um pistoleiro para acabar com Maurizio Gucci depois que ele conseguiu o divórcio.
Patrizia Reggiani, de 49 anos, negou na audiência ter pedido à amiga, a cartomante Pina Auriemma e ao porteiro do hotel, Ivano Savioni, também convocados pela Justiça, para contratarem os pistoleiros: Orazio Cicala, motorista do carro usado no crime e Benedetto Ceraulo, autor presumível dos disparos.
Reggiani, que sofre de problemas de saúde, foi operada de um tumor no cérebro e toma remédios para controlar a epilepsia.
Gucci, herdeiro da célebre fábrica de objetos de luxo e couro de Florença, foi assassinado dia 27 de março de 1995 ao sair de sua residência do centro de Milão.

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