Ex-inspetor denuncia mentiras americanas
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
France Presse 
Nova York O conjunto das afirmações americanas sobre a posse por parte do Iraque de armas de destruição em massa como justificativa para atacar esse país constitui uma mentira, assegurou um ex-inspetor de desarmamento da ONU e ex-oficial da Marinha americana. ''O conjunto das acusações apresentadas pelo governo americano é uma mentira'', disse o ex-inspetor Scott Ritter à imprensa na sede da ONU, em Nova York.
''Estas mentiras se tornarão tão evidentes como a da compra de urânio'', acrescentou Ritter, que foi oficial da Marinha e atuou como inspetor da Comissão Especial da ONU que precedeu a equipe de Hans Blix no Iraque.
A afirmação de que Bagdá havia tentado comprar urânio enriquecido de Níger era falsa e a CIA sabia, o que não impediu o presidente George W. Bush de utilizá-la em seu discurso para justificar um ataque ao Iraque.
Ritter acusou a imprensa de publicar as acusações americanas em particular as do secretário de Defesa Donald Rumsfeld de que o governo de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, sem questionar as afirmações ou tentar verificá-las. ''Rumsfeld dizia que existiam armas de destruição em massa no Iraque, mas ninguém pediu as provas'', acrescentou.
''A imprensa se contentava em publicar esta informação. Agora devemos exigir as provas que deveríamos ter reclamado antes'', concluiu.
Ameaça Um grupo desconhecido, ''o movimento da jihad iraquiana'', anunciou ontem que multiplicará os ataques contra as tropas americanas no Iraque.
O comunicado diz que o ''movimento está preparado para queimar a terra sob os pés dos americanos e britânicos se não se retirarem rapidamente do território iraquiano'', a ''proclamar a jihad (guerra santa) e a Intifada e a massacrar os americanos nas ruas''.
Carro-bomba Um carro-bomba explodiu ontem perto do quartel-general das forças da Coalizão dos Estados Unidos e Grã-Bretanha no centro de Bagdá, anunciou um membro da Polícia militar amricana.
Várias testemunhas afirmaram que nos destroços do veículo em que explodiu a bomba, havia uma placa diplomática.
O atentado acontece às vésperas de 16 de julho, o aniversário da chegada ao poder do ex-presidente Saddam Hussein.


