São Paulo- Um ex-espião russo, morto na quinta-feira após passar mais de 20 dias internado sob suspeita de envenenamento, assinou uma declaração culpando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua morte, afirmaram ontem amigos de sua família.
A declaração de Alexander Litvinenko foi lida para repórteres que aguardavam notícias do lado de fora do hospital onde ele estava internado na noite de quinta-feira, em Londres. Litvinenko acusou Putin de não ter ''respeito pela vida, liberdade ou qualquer valor civilizado''.
''Você (Putin) demonstrou ser indigno de seu cargo, indigno da confiança de homens e mulheres civilizados'', continuou o ex-espião no texto. ''Você poderá ser bem-sucedido em silenciar um homem, mas os protestos irão reverberar em todo o mundo.''
Alex Goldfarb, amigo de Litvinenko que leu a declaração, disse que o ex-espião ditou o texto antes de perder a consciência ontem, e o assinou na presença de sua mulher, Marina.
O governo de Putin negou qualquer envolvimento com a morte do ex-espião. ''As alegações contra a Rússia sobre este assunto são uma besteira'', disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, antes que a declaração fosse divulgada.

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