São Paulo - O ex-diretor executivo do banco britânico Barclays Bob Diamond, que renunciou na semana passada em consequência do escândalo de manipulação da taxa interbancária Libor, renunciou ao bônus anual de até 20 milhões de libras (R$ 63 milhões).
''Bob Diamond decidiu voluntariamente renunciar a qualquer consideração diferente e a qualquer bônus diferido a que teria direito'', afirmou o presidente do banco, Marcus Agius, em depoimento na comissão de Tesouro da Câmara dos Comuns do Parlamento britânico, que investiga a fraude.
Agius já atuava como presidente do Barclays quando, segundo as denúncias, seus funcionários manipulavam a taxa Libor. Ele foi o primeiro a renunciar ao posto após o escândalo, mas segue temporariamente no cargo, até encontrar um substituto para o cargo de Diamond.
Em um comunicado, o banco informou que ele receberá até 12 meses de salário, complemento de pensões e outros benefícios, que a imprensa britânica calculou entre 1,5 e 2 milhões de libras (R$ 4,7 milhões e R$ 6,3 milhões).
Em seu depoimento, Agius reconheceu que o presidente do Banco da Inglaterra teve papel crucial na renúncia de Diamond e descreveu como um drama pessoal o desenvolvimento do escândalo até a demissão do americano.
''Eu não estou feliz de estar onde estou, como vocês podem imaginar. É muito difícil à medida em que analisamos o passado para dizer o que teríamos feito de diferente'', disse Agius.
O Barclays pagou multa de quase R$ 1 bilhão a autoridades do Reino Unido e dos EUA por conta da manipulação da Libor (taxa de juros para operações entre os bancos).

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