Ex-deputada venezuelana nega tentativa de golpe contra Maduro
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quinta-feira, 29 de maio de 2014
Folhapress 
São Paulo - A ex-deputada opositora María Corina Machado negou a acusação feita pelo governo da Venezuela de que ela teria tentado orquestrar um golpe contra o presidente Nicolás Maduro. Corina denunciou as autoridades venezuelanas na Procuradoria-Geral por sete crimes, incluindo difamação e injúria e falsificação de documentos.
A acusação foi feita por um grupo de políticos ligados ao governo, entre eles o ex-vice-presidente Jorge Rodríguez, atual prefeito de Libertador, e Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, segundo o jornal "El Universal". Corina questionou por que a investigação contra ela foi entregue a Rodríguez em vez de passar pelos trâmites legais.
Rodríguez mostrou na quarta uma série de e-mails que ele diz pertencerem a Corina e que revelariam seu plano para derrubar o governo com apoio de militares e assassinar Maduro, segundo o jornal "El Universal". Corina foi cassada em março pela Assembleia Nacional, controlada pelo chavismo. A alegação foi de que ela representou outro país (Panamá) em sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA) sem autorização do Parlamento, o que é inconstitucional.
O plano de golpe denunciado pelo governo também tinha a participação do embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, Kevin Whitaker. Nesta quinta, o Departamento de Estado americano também negou as acusações. Nesta quarta, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um pacote de sanções contra autoridades da Venezuela por supostas violações de direitos humanos durante as recentes manifestações contra o governo. O texto ainda tem que passar pelo Senado e ser assinado pelo presidente Barack Obama. Os protestos na Venezuela começaram no início de fevereiro e se espalharam por todo o país, com críticas à alta inflação, à escassez de produtos básicos, como papel higiênico e café, e à violência criminal.


