BOGOTÁ - A ex-congressista e dirigente do Partido Liberal (governista) no departamento colombiano de Meta (centro-leste), Beatriz Camacho, morreu ontem após ser baleada por sicários (matadores de aluguel), informou o diretor operacional da polícia, general Alfredo Salgado.
Camacho, que desempenhou até a última segunda-feira o cargo de deputada, foi atingida por quatro tiros disparados por dois jovens que estavam em uma motocicleta.
O ataque ocorreu quando a ex-parlamentar saía de sua casa em um bairro residencial de Villavicencio (capital de Meta), segundo depoimentos citados por rádios locais.
O general Salgado disse que a polícia está realizando blitz para tentar capturar os assassinos da ex-congressista.
Beatriz Camacho, que começou na política com a ajuda do também assassinado dirigente liberal Luis Carlos Galán, fracassou em sua tentativa de ser eleita para o Senado (Câmara Alta) nas eleições regionais de março passado.
Paz - Uma delegação de organizações civis, liderada pela Comissão Nacional de Conciliação, viajou ontem para a região do Médio Magdalena (região central), com a intenção de se reunir com a cúpula dos paramilitares (extrema direita), aos quais proporá se somar aos diálogos de paz, informou a Defensoria do Povo.
As organizações civis explicarão aos paramilitares as aproximações realizadas no último mês com o Exército de Libertação Nacional (ELN, guevarista) na Alemanha, que concluíram com a assinatura de um acordo para realizar antes de outubro uma Convenção Nacional pela paz.
A reunião se realizará em um acampamento paramilitar na região pecuarista do Médio Magdalena, entre os estados de Antioquia, Santander, Boyacá e Cundinamarca, onde os grupos de direita têm seus enclaves.
As guerrilhas esquerdistas se negaram a que os grupos paramilitares se somem às conversações de paz, ao apontá-los como um apêndice das Forças Armadas. (FP)

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