São Paulo - O meio-irmão de Saddam Hussein, Barzan Ibrahim al Tikriti, antigo chefe do serviço de inteligência iraquiano, e o ex-presidente da Corte Revolucionária, Awad Ahmed Al Bandar, foram enforcados ontem, segundo o governo iraquiano.
A princípio, eles seriam executados no final do ano passado, ao lado do ex-ditador, mas as mortes foram adiadas na última hora. Saddam acabou enforcado sozinho, em 30 de dezembro.
Saddam foi condenado à morte juntamente com Al Tikriti e Al Bandar em 5 de novembro de 2006, pelo massacre de 148 xiitas na aldeia de Dujail, ao norte de Bagdá. A ação - um fuzilamento em massa ocorrido em 1982 - teria sido uma represália do governo iraquiano contra uma tentativa frustrada de assassinato do ex-ditador.
O meio-irmão de Saddam e o ex-juiz foram enforcados simultaneamente, às 3h (22h de domingo de Brasília), no mesmo local da morte do ditador, um quartel de serviços secretos militares em Jadimiya, bairro xiita ao norte de Bagdá.
A execução de Saddam recebeu duras críticas de outros países, especialmente depois que um vídeo divulgado na internet mostrou o ex-ditador su© nita sendo xingado em seus momentos finais, já com a corda no pescoço. Segundo o porta-voz do governo iraquiano, Ali al Dabbagh, as execuções dos dois ex-assessores de Saddam ocorreram ''de acordo com a constituição e a lei iraquiana''.
De acordo com Al Dabbagh, foi pedido aos presentes que ''respeitassem as regras da aplicação da condenação e a disciplina'' e eles foram obrigados a assinar compromissos que garantiam que não haveria ''palavras de ordem, insultos ou violações da lei''.

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