Ex-chefe militar do ETA é condenado a 377 anos
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
Folhapress 
São Paulo - O ex-chefe militar da organização terrorista ETA Garikoitz Aspiazu, conhecido como Txeroki, foi condenado por um tribunal espanhol ontem a cumprir 377 anos de prisão por 21 delitos, entre eles 20 tentativas de assassinato, como um contra uma representante do país Basco em fevereiro de 2002.
Em maio, Aspiazu foi enviado pela França, onde cumpre pena, à Espanha a pedido da justiça do país. No mês passado, Txeroki havia sido absolvido por falta de provas da acusação de tentar assassinar o vice-presidente do grupo de comunicação Correo -atual Vocento-, Enrique Ybarra.
O júri considerou que ficou provado que o ex-chefe da organização era integrante do comando responsável por colocar uma bomba no caminho da então representante municipal de Portugalete, Esther Cabezudo.
Aspiazu foi chefe militar do ETA e foi preso em 16 de novembro de 2008, na França. Ele é considerado responsável pela quebra do cessar-fogo declarado pelo grupo terrorista em março de 2005, com ataque em 30 de dezembro de 2006, no aeroporto de Madrid, que matou dois imigrantes equatorianos. O ETA é considerado responsável pela morte de 829 pessoas em mais de 40 anos de combate armado pela independência Basca.


