Ex-auxiliar de Pinochet teria ajudado Garzón
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terça-feira, 06 de abril de 1999
Reuters 
Partidários do ex-general Augusto Pinochet suspeitam que um destacado líder do regime militar chileno, o também general da reserva Manuel Contreras, foi quem entregou à Justiça espanhola as provas que permitiram a detenção do ex-ditador em Londres.
Contreras, ex-chefe da temida polícia política da ditadura Pinochet - a Direção de Inteligência Nacional (Dina) -, teria fornecido ao juiz espanhol Baltasar Garzón centenas de páginas de documentos com provas dos abusos cometidos pelo regime militar, de 1973 a 1990, segundo pinochetistas que deram declarações, sob a condição de não ter seus nomes revelados, ao jornal de Santiago La Tercera. O jornal acrescentou que a filha mais velha de Pinochet, Lucia, afirmou, em conversas particulares, que seu pai tem certeza de que Contreras forneceu dados a Garzón.
Mas o advogado do ex-chefe da Dina, Humberto Neumann, rechaçou a versão do jornal, afirmando que foi o advogado do Exército, Fernando Torres, que entregou os documentos ao tribunal espanhol.
Contreras está preso desde 1995 na penitenciária de Punta Peuco, em Santiago, onde cumpre sentença de 7 anos pela autoria intelectual do atentado à bomba no qual foram mortos em 1976, em Washington, o ex-chanceler chileno Orlando Letelier e sua secretária americana, Ronni Moffit. Pelo crime foi também condenado o brigadeiro Pedro Espinoza, subordinado imediato de Contreras na Dina.
O ex-chefe da polícia política alega, desde que foi preso, que agia sempre sob as ordens de Pinochet e se queixa de ter sido abandonado por ele.


