Evo diz que iria invadir os campos de petróleo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Agnaldo Brito<br> Agência Estado 
La Paz - O presidente boliviano Evo Morales confirmou ontem, em La Paz, que determinou às Forças Armadas do País que ficassem de prontidão para invadir os campos de petróleo e gás das companhias que não assinassem novos contratos como previsto no decreto de nacionalização até o prazo limite 23h59 de sábado passado.
Os campos operados pela Petrobras também eram alvo. Segundo Evo, está foi uma decisão necessária para garantir a recuperação dos recursos naturais para controle do Estado Boliviano. A informação foi dada durante uma conferência com a imprensa estrangeira, no Palácio Quemado, Centro de La Paz.
Na semana anterior ao prazo final, o vice-presidente boliviano, Alvaro Garcia Linera, enviou a Brasília um membro do governo (Héctor Arce), com o objetivo de dar um ultimato ao Brasil e informar que as Forças Armadas Bolivianas seriam usadas para a tomada dos campos de petróleo e gás. O governo brasileiro negou o ultimato, mas tratou de subir o tom com a Bolívia quando a história vazou para a imprensa.
A reportagem apurou que o vazamento da informação sobre a visita e o ultimato foi feito pela Petrobras. A companhia estava descontente com o tom brando do próprio governo brasileiro em relação às negociações. Achava-se acuada nas tratativas com as autoridades bolivianas. Ainda segundo uma fonte, a Petrobras avaliou que, após a reação do governo brasileiro, a negociação melhorou.


