Mais de 15 mil moradores da cidade francesa de Vimy, a cerca de 150 quilômetros ao norte de Paris, foram orientadas anteontem a abandonar suas casas dentro de 24 horas após especialistas terem concluído que milhares de obuses armazenados na região durante a 1ª Guerra Mundial ainda correm risco de explodir. A neutralização começou a ser feita ontem de manhã e, segundo autoridades locais, a operação não tem precedentes na França.
A polícia isolou uma área de três quilômetros quadrados em torno do depósito das bombas contendo 173 toneladas de munições – algumas das quais continham gases que foram utilizados para matar dezenas de milhares de soldados – que foram lançadas em 1917 pelos canadenses em trincheiras alemãs. Os moradores serão autorizados a retornar somente daqui a dez dias.
As autoridades temem que as munições possam explodir ou liberar material tóxico, inclusive gás mostarda. O ministro francês do Interior, Daniel Vaillant, classificou a descoberta das bombas como ‘‘uma questão muito séria’’. Centenas de soldados e policiais foram deslocados a Vimy e mais de 100 ônibus transportavam moradores para hotéis.
A evacuação foi decidida de forma urgente, devido à degradação das condições de armazenamento das munições. Os habitantes da região protestaram pela surpreendente ordem de retirada e pelo pouco tempo que tiveram para se organizar. Mais de 2 mil bombeiros, policiais e militares foram necessários para executar a tarefa.

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