Europeus estudam receber prisioneiros
São Paulo - Os governos da Irlanda e da Suíça afirmaram que consideram abrigar os prisioneiros de Guantánamo, em um gesto de felicitação ao pedido do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de suspender os julgamentos dos suspeitos presos na base naval.
O ministro da Justiça irlandês, Dermot Ahern, afirmou que o fato de Obama ter priorizado o fechamento de Guantánamo em seu primeiro dia de governo criou ''um novo contexto'' para discutir o destino dos prisioneiros que não podem voltar ao seu país por ameaças de tortura ou até morte.
As organizações de defesa dos direitos humanos apontam o destino destes prisioneiros como uma das principais questões envolvendo o fim do presídio na base naval americana em Cuba. Como foram os EUA que criaram o complexo, seria papel do governo americano abrigar os suspeitos liberados. Contudo, as organizações afirmam que o problema criado por Guantánamo atingiu esfera mundial.
Motivados pela decisão de Obama, a UE discutirá o tema em uma reunião convocada para a próxima segunda-feira. O alto representante de Relações Exteriores da UE, Javier Solana, afirmou ontem que os líderes europeus estão dispostos a ajudar a administração Obama em seu objetivo de fechar Guantánamo. ''Se pudermos contribuir para que esta decisão seja tomada o mais rapidamente possível, trataremos de ajudar'', afirmou. (Folhapress)





