Europeus escolhem o novo Parlamento da União Européia
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quinta-feira, 10 de junho de 2004
Das agências 
Paris - Os europeus começaram a eleger ontem os deputados para o novo Parlamento Europeu. As votações começaram ontem na Holanda e no Reino Unido, e hoje será a vez da Irlanda e República Tcheca. Os primeiros resultados conjuntos serão divulgados na noite de domingo, após o fechamento das últimas seções eleitorais, informou o Ministério do Interior francês.
A pesquisa mais otimista sobre a participação dos eleitores divulgada quarta-feira em Bruxelas indica que apenas 52% dos europeus consultados ''estariam dispostos a votar'', superando os 49% registrados em maio e os 45% de abril. Se estas previsões forem confirmadas, a taxa de participação será maior do que de outras ocasiões. Em 1999, a taxa de participação nestas eleições, que começaram em 1979, foi de 49,8%.
No Reino Unido, um país com uma forte rejeição à integração européia, a mobilização popular está crescendo e 32% dos cidadãos irão às urnas, o que representa um aumento de 8% em relação a 1999. Na França, onde a última pesquisa foi divulgada quarta-feira, seis de cada dez franceses afirmaram que estavam interessados nestas eleições, contra os 35% que apresentaram a mesma posição no dia 3 de junho.
Sem dúvida, este aumento da participação se deve em grande parte à campanha de publicidade pública realizada nos últimos dias em emissoras de rádio e televisão, salas de cinema e em grandes painéis espalhados nas principais cidades.
Apesar destes dados positivos, as pesquisas revelam uma falta de conhecimento e de interesse persistentes entre os europeus pelo Parlamento da União Européia (UE), que será composto por 732 deputados e que vive entre Bruxelas e Estrasburgo, cidade sede de seu secretariado.
A falta de interesse é particularmente grave nos países que entraram para o bloco continental em 1º de maio passado, como a Polônia, onde cerca de 30% dos cidadãos pretendem votar este fim de semana, contra os 60% que participaram do referendo de 2003 sobre a adesão à UE, segundo as pesquisas.
O Parlamento da UE e os governos nacionais fizeram campanha para explicar que votar nestas eleições pode afetar o dia a dia de cada um, a segurança e a luta contra o terrorismo.


