Europeus dão passo decisivo na corrida espacial com o Ariane
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quinta-feira, 30 de outubro de 1997
France Presse 
Os europeus deram um passo decisivo rumo ao espaço: foi considerado um sucesso o segundo vôo do Ariane-5, que decolou sem problemas ontem da base de Kouru, na Guiana francesa.
O grande foguete de 700 toneladas e 50 metros de comprimento deixou para trás com este vôo o fracasso da primeira tentativa européia de 4 de junho de 1996, que provocou um atraso de 17 meses e perdas de centenas de milhões de dólares. O presidente Jacques Chirac afirmou em Paris que uma etapa essencial acaba de ser superada.
Em alusão ao multimilionário mercado espacial cobiçado por europeus, norte-americanos e até pelos chineses, Chirac destacou que ao final do processo Ariane (falta um terceiro vôo programado para o ano que vem) sua exploração pela empresa Arianespace permitirá à Europa dominar as comunicações multimídias e a exploração do espaço.
Em Moscou, onde está em visita oficial, o primeiro-ministro francês, Lionel Jospin, congratulou-se ontem com este grande êxito que acabamos de conquistar para a França, Europa e para o Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNCES).
Os 13 países membros da Europa espacial autorizaram em 1985 o programa Ariane-5, no qual já foram gastos mais de 7 bilhões de dólares, distribuídos da seguinte forma: 46,2% da França; 22 % da Alemanha e 15 % da Itália. O Ariane-5 dará à Europa acesso direto às missões espaciais tripuladas e poderá colocar satélites pesados em lançamento duplo, diminuindo os custos das operações. O mercado é enorme, já que para os 10 próximos anos está prevista uma rede espacial de 900 satélites de telecomunações planetárias de alta velocidade.


