Londres – Sob pressão, líderes europeu anunciaram ontem a decisão de triplicar o orçamento com a operação de monitoramento e resgate de imigrantes que fazem a travessia ilegal para a Europa pelo mar Mediterrâneo. Segundo os países do bloco, a operação Triton, lançada ao mar em novembro pela União Europeia, terá o mesmo orçamento de 9 milhões de euros mensais da Mare Nostrum, ação anterior mantida pelo governo italiano e que era considerada bem mais eficaz.
A medida é resposta aos recentes naufrágios no Mediterrâneo. Um deles no sábado passado, com ao menos 850 imigrantes, que morreram depois de partir em um barco da Líbia. Outros dois com mais 450 pessoas também afundaram logo depois. No ano passado, por questões financeiras, a Itália encerrou a Mare Nostrum, que salvou 100 mil pessoas em um ano, e pediu ajuda ao bloco europeu. Com o suporte de 21 países, a Triton, comandada pela agência Frontex, entrou no lugar com estrutura limitada e orçamento bem menor (2,9 milhões de euros/mês). Entidades de direitos humanos sempre foram contrárias à troca, alegando que a Triton, além de ter menor porte e abrangência, teria foco apenas no monitoramento das fronteiras marítimas, e não no resgate.

TRAFICANTES
Diante das tragédias, os líderes europeus prometem agora que a operação receberá mais verba e será reforçada com navios e equipamentos. Além disso, terá o resgate como uma das prioridades. "Nós temos que nos mexer rapidamente. Vamos triplicar as missões da Frontex, melhorá-las", disse a chanceler alemã, Angela Merkel. "Pela Alemanha, posso acrescentar: se esses recursos não forem suficientes, vamos rediscutir o assunto. Dinheiro não é a questão", ressaltou. No início da semana, os líderes europeus anunciaram pacote de dez medidas urgentes em resposta às recentes tragédias, mas sem nada concreto em termos financeiros. Uma das promessas é combater os aliciadores que comandam o tráfico de pessoas pelo mar. O discurso é que os barcos controlados por eles seriam capturados durante a travessia.

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