Europa tenta acordo para crise dos refugiados
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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
France Presse 
Viena - Os países europeus tentarão esta semana chegar a um acordo sobre um princípio de distribuição de refugiados, que continuam seguindo em fluxo contínuo em direção à Europa ocidental, de trem, ônibus ou a pé. Os ministros das Relações Exteriores dos seis países da Europa central contrários a uma divisão obrigatória de migrantes - Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Romênia e Letônica - se reúnem em Praga com seu colega luxemburguês, Jean Asselborn, cujo país preside atualmente a União Europeia (UE). A posição desses países criou uma profunda divisão na Europa entre o Leste e o Oeste a respeito da crise migratória.
Depois desta reunião de Praga, hoje, em Bruxels, os ministros do Interior da UE tentarão achar um consenso sobre a crise, antes do Conselho Europeu amanhã, com os chefes de Estado e de governo. O objetivo da Comissão Europeia é que os 120 mil refugiados da Síria e do Iraque, elegíveis para obter o direito de asilo, sejam repartidos automaticamente segundo cotas entre todos os países da União.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), a reunião de amanhã provavelmente é "última oportunidade da Europa chegar a uma resposta unida e coerente para crise".
O fluxo migratório incessante aumenta a pressão sobre a União Europeia. Para o presidente francês, François Hollande, "a repartição de refugiados com direito de asilo deve ser feita entre todos os países europeus, ninguém pode se eximir, pertencemos ao mesmo conjunto de valores e princípios". Já o secretário de Estado americano, John Kerry, disse que seu país prevê acolher, em 2016, 85 mil refugiados, entre eles 10 mil sírios, e outros 100 mil em 2017. Neste ano, quase meio milhão de pessoas cruzaram o Mediterrâneo e mais de 2,6 mil morreram na viagem.
O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) aprovou ontem uma resolução que prorroga até 2017 o prazo de concessão de visto especial para cidadãos da Síria. A decisão do Conare, vinculado ao Ministério da Justiça, ocorre dois dias antes de expirar uma primeira determinação, de 2013, que estabeleceu a concessão de vistos para afetados pelo conflito sírio.
De acordo com o presidente do Conare, Beto Vasconcelos, o Brasil já reconheceu, desde 1997, quando foi estabelecido no País o sistema de refúgio, 8,4 mil refugiados. Os requisitos para emissão do visto é a comprovação de "nacionalidade afetada pelo conflito sírio" e documentação básica de identificação. As declarações são emitidas nas unidades consulares do Brasil e, até o momento, não foi estabelecida uma quantidade limite.


