Três ministros do governo do Irã estão em uma lista de 29 pessoas atingidas por novas sanções da União Europeia (UE), disseram fontes diplomáticas à agência France Presse (AFP) nesta segunda-feira. Os atuais ministros da Inteligência (serviço secreto), Justiça e Cultura do Irã foram sancionados, além de um ex-ministro do Interior, governadores regionais, promotores e diretores de penitenciárias, informaram as fontes. Os ministros europeus também impuseram sanções a 16 figuras do governo da Bielo-Rússia. Tanto os iranianos quanto os bielo-russos sancionados hoje foram acusados de violar os direitos humanos. Entre as sanções estão proibições de viagens à União Europeia e o congelamento de ativos que as pessoas sancionadas possuem em bancos europeus.

As sanções passarão a vigorar na terça-feira quando forem publicadas no diário oficial da UE. Os ministros das Relações Exteriores da UE assinaram hoje as sanções em Luxemburgo.

Em março, a UE sancionou 32 pessoas no Irã. Com as novas sanções, Heydar Moslehi, ministro da Inteligência, é responsabilizado pelas torturas na prisão de Evin em Teerã. Moslehi também é acusado de ordenar detenções arbitrárias e de perseguir figuras da oposição iraniana.

O ministro da Cultura do Irã, Mohammad Hosseini, é responsabilizado por pressionar a imposição da censura e também pelas detenções de jornalistas e artistas, disseram as mesmas fontes. O ministro da Justiça, Seyyed Morteza Bakhtiair, é acusado de perseguir iranianos famosos que vivem no exterior. O ex-ministro do Interior, Sadeq Mahsouli, e o chefe da divisão policial que investiga crimes na internet também estão na lista porque investigaram e teriam perseguido opositores iranianos que usavam a internet.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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