São Paulo- A União Européia pode enviar tropas à República Democrática do Congo como um último recurso se as forças de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) necessitaram de um reforço e se os esforços diplomáticos para aplacar a crise falharem, disse ontem o encarregado das Relações Exteriores do Reino Unido para África, Ásia e a ONU, Mark Malloch-Brown, em entrevista à Rádio BBC.
Malloch-Brown disse que a UE não iria apenas ''assistir a erupção da violência'', em suas palavras. ''Nós estamos fazendo o plano de contingência se isto se tornar necessário, mas não é nossa prioridade neste momento. A prioridade é conseguir uma solução política'', afirmou.
A União Européia informou que ajudará centenas de civis deslocados no leste do Congo, onde ofensivas de rebeldes Tutsi elevaram o temor de uma guerra próxima à fronteira com Ruanda.
Cerca de um milhão de pessoas foram deslocadas da Província de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda, em cerca de dois anos de violência, que persistiu após o fim da guerra de 1998, terminada em 2003, na antiga ex-colônia belga.
O conflito no Congo é abastecido pelas tensões étnicas que se seguiram ao genocídio de Ruanda em 1994 e às diversas guerras civis congolesas. O líder rebelde Laurent Nkunda clama que o governo não protege a etnia Tutsi das milícias Hutu que se refugiaram no Congo.
O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, e o da França, Bernard Kouchner, chegaram ontem a Kinshasa, para se reunir com o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila.
Ambos devem pressionar os líderes congoleses e ruandeses para a seriedade da situação no leste da República Democrática do Congo e para a necessidade de encontrar uma situação para o problema.

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