Europa Oriental tem queda de natalidade
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de maio de 2000
France Presse De Genebra 
Os países da Europa Oriental poderão perder um terço de sua população até 2050 se não reverterem a dramática queda em sua taxa de fertilidade, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU).
A ONU disse que a queda na taxa de nascimentos refletiu primeiramente o colapso do comunismo e prosseguiu ao longo dos anos 90. Na Alemanha Oriental, a taxa caiu para 0,83 crianças por mulher.
Quando a taxa é de 2,1 crianças por mulher, isto significa que se está apenas repondo a população existente. Quando cai abaixo deste número mágico, há um declínio na taxa de nascimentos, declarou Miroslav Macura, chefe do setor de atividades da população.
Segundo o estudo, em 1998 o problema foi pior na Letônia e na Bulgária, onde as taxas caíram para 1,09 e 1,11 respectivamente. Em toda a região, o índice de 1997 foi de 1,37, comparado com 1,58 nos países europeus desenvolvidos.
A causa principal do declínio foi a queda de salários e a taxa de empregos, em simultaneidade com o aumento dos custos de vida, além de uma mudança no estilo de vida.
Na opinião de Macura, os governos poderiam incentivar um crescimento com ncentivos fiscais ou benefícios para casais ou indivíduos com crianças.
O relatório diz que a Europa Ocidental pode esperar um crescimento do PIB de 3,2% em 2000, comparado com 2% em 1999, enquanto que na Europa Oriental a expectativa é de uma crescimento de 4% em 2000, comparado com 1,4% em 1999; e que os Estados bálticos emergirão da recessão para um crescimento este ano de 3%.


