Europa oferece US$ 15 bi para Ucrânia
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quarta-feira, 05 de março de 2014
Raquel Landim<br>Folhapress 
São Paulo - A Comissão Europeia propôs ontem um auxílio financeiro de US$ 15,35 bilhões (R$ 35,66 bilhões) para salvar a economia e manter a estabilidade política da Ucrânia. O pacote, que precisa ser aprovado hoje em reunião extraordinária dos países europeus, não é suficiente para resolver a situação.
Os ucranianos negociam ainda um aporte com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e os Estados Unidos também ofereceram empréstimo de US$ 1 bilhão.
A Ucrânia está quase quebrada e enfrenta forte turbulência após a deposição do presidente Viktor Yanukovich, que havia negociado em dezembro pacote de iguais US$ 15 bi com a Rússia, que agora ameaça invadir a província da Crimeia. A estatal russa Gazprom cortou o desconto de 30% no preço do gás que concedeu ao governo de Yanukovich, o que aumenta a pressão sobre a economia.
"A comunidade internacional deve se mobilizar para ajudar a Ucrânia a estabilizar sua situação financeira", disse José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, em comunicado. A questão é que a maior fatia do pacote europeu, cerca de US$ 11 bilhões, correspondem a empréstimos de longo prazo dos bancos de desenvolvimento. Esses fundos dependem da escolha de obras de infraestrutura pelo novo governo, o que vai demorar.
Apenas US$ 2,21 bilhões virão de programas de assistência financeira, que podem sair mais rapidamente. O restante são subsídios a serem liberados até 2020.
Segundo funcionários europeus ouvidos pelo jornal "Financial Times", a Ucrânia tem US$ 4 bilhões em despesas de curto prazo, incluindo US$ 1,7 bilhão em dívidas pelo gás russos. Esse dinheiro poderia vir de UE, EUA e de fundos emergenciais do FMI. Para pagar suas contas nos próximos dois anos, o país precisaria de US$ 35 bilhões ainda pelos cálculos do governo deposto.


